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10 / Ago / 2021
Bolsonaro diz que quer zerar imposto sobre diesel, em novo aceno a caminhoneiros.

Bolsonaro diz que quer zerar imposto sobre diesel, em novo aceno a caminhoneiros.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na última sexta-feira, que está estudando zerar o imposto federal sobre o diesel a partir do ano que vem. Bolsonaro já fez outras promessas semelhantes no passado, para esse e outros setores, e algumas vezes não conseguiu a redução.

— Sabemos que o combustível está um preço, no meu entender, caro. Temos que buscar maneiras de reduzir o máximo possível. Eu não gosto de falar em promessas, mas eu gostaria de zerar o imposto federal do diesel a partir do ano que vem — disse Bolsonaro, em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, após um homem pedir para ele gravar um vídeo para caminhoneiros.

— Gostaria, vou me empenhar para isso. Não posso garantir que será feito. Não é uma promessa, é um estudo.

Cortar imposto para um produto ou para um setor específico não é simples. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) exige que o corte seja compensado com o aumento de outro imposto ou redução de gasto de maneira equivalente.

Encontrar esse espaço no orçamento é sempre uma dificuldade para a equipe econômica, situação que se agrava diante do quadro fiscal desfavorável, com sucessíveis rombos nas contas públicas.

Na última vez que o presidente anunciou a redução do imposto sobre o diesel, a equipe econômica foi pega de surpresa e não sabia das mudanças e nem como compensar a redução do imposto.

Mais tarde, durante almoço com empresários em Joinville (SC), Bolsonaro afirmou que pretende acabar com a "bandeira branca", como são chamados os postos de combustíveis que não têm contratos com as distribuidoras. — Vamos tentar acabar com a bandeira branca dos combustíveis também. Não vou falar máfia, porque pode alguém do setor aí me criticar. Mas o comportamento é o pior possível. Cada bandeira define o preço na sua região.

O presidente também relatou ter conversado recentemente com o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, e disse que estuda uma forma de não reajustar o preço dos combustíveis quando houver queda no dólar ou no preço do petróleo, para evitar aumentos futuros.

Autor/Veículo: Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis).

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