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18 / jun / 2025
Conflito entre Israel e Irã eleva preço do petróleo e pode impactar combustíveis no Brasil.

Conflito entre Israel e Irã eleva preço do petróleo e pode impactar combustíveis no Brasil.

O aumento das tensões no Oriente Médio, após um ataque de Israel ao Irã, já está afetando diretamente o mercado global de petróleo, o que pode refletir no valor da gasolina e outros combustíveis para os brasileiros. Israel bombardeou Teerã, atingindo alvos militares e instalações ligadas ao programa nuclear iraniano.

As Forças de Defesa de Israel classificaram a ação como um "ataque inicial" e afirmaram estar prontas para novos movimentos. Em resposta, o Irã lançou uma ofensiva com mísseis.

O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, declarou que Israel “escolheu para si um destino amargo e doloroso”. Israel, por sua vez, informou ter interceptado cerca de 100 mísseis. A instabilidade fez o preço do barril do petróleo tipo Brent, referência internacional, saltar para US$ 78, maior valor desde janeiro.

Analistas apontam que, se o cenário de conflito se prolongar, pode haver um impacto direto sobre a inflação no Brasil, especialmente devido à alta dos combustíveis. Segundo o economista Matheus Amaral, do Inter, "até então, o conflito não impactava diretamente regiões produtoras de petróleo. Mas agora a incerteza cresceu e pode alterar a rota de suprimento global". José Ronaldo Souza, do Ibmec, destaca que o avanço da guerra em zonas produtoras amplia os riscos para a oferta mundial da commodity. Jeff Patzlaff, especialista em investimentos, alerta para a relevância da região do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo do mundo.

A insegurança na área pode causar novos aumentos nos preços do Brent e do WTI. Além disso, o conflito traz efeitos secundários: custos com frete, seguros e rotas logísticas mais longas devem elevar os preços dos produtos transportados. Isso pode gerar uma nova pressão inflacionária, atingindo desde combustíveis até alimentos.

Com o dólar também valorizado, por conta da busca de investidores por ativos mais seguros, commodities como café, açúcar, arroz, feijão e farinha também tendem a encarecer.

Autor/Veículo: UOL e Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis).

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